Friday, March 17, 2006

Up the Irons!



Não. Não é modismo retro-anos 80. Até gosto de bastante coisa dos anos 80, mas não é o caso. Tenho que admitir, se alguma ficou da minha infância, foi o Fluminense, a Coca-Cola e o Iron Maiden.

Todos os meus melhores amigos que eram mais "fans" do que eu, hoje não entendem, ou melhor cresceram. Eu, nesse sentido, não. Continuo gostando do Iron até mais que quando era garoto. Sei lá porque. Cresci também, e tenho muito mais referências musicais que antes, mas depois de 10 anos, apesar da desmitificação de banda/mito, a coisa continua a fazer um certo sentido.

E é nesses momentos que vazam pistas de personalidade. O lema de querer ser sempre jovem, ou "manter" sua infância dentro de você. Particularmente não vejo nenhum problema, até porque é algo que me traz felicidade. Ficamos nessa pressa absurda pela maturidade, tendo que ver as coisas de outra maneira, e olhamos de rabo de olho para coisas que fizeram sentido uma vez na sua vida e posamos de maduros.

Eu vou muito na linha da minha amada, somos o que somos, pois coisas fizeram sentido no passado e então não devemos negá-los e sim consumí-los com o mesmo entusiasmo.

Sempre quando o Iron Maiden lança um novo disco, DVD e outros, fico todo fã de novo. Acabei ficando sozinho nessa adoração. Para todos meus outros amigos isso não tem sentido, foda-se.
De qualquer forma estou procurando sempre a entender melhor, afinal o Iron Maiden não é uma banda de metal da vida, não é da moda, não é cool, e sim um projeto muito bem sucedido que dura 3 décadas e onde um monstro "zumbi" é adorado por todos como gente boa. Não é normal.
O Iron tem alguma coisa alem de ser uma banda de rock. E não só sou eu que penso assim, e sim três gerações de todo o lugar do planeta. Ao mesmo tempo é difícil dizer o que é, acho que quando chega-se nesse ponto, chamo de Arte. Mas como o sistema já glutinou a banda no mundo pop, essa classificação fica pessoal e íntima.
O show do Iron Maiden é quem nem Momix, é um espetáculo. Um alto grau de profissionalismo que pouco se mistura com a postura rock n roll. O Iron Maiden não é o mesmo, não, mas é algo que ficou como um velho livro de infância que encheu de imaginações meus dias e noites. E eles continuam a fazer isso com extrema qualidade. Acho que assim a banda me conecta nesse fio com a infância, e não existe porque negar isso em prol de uma "maturidade musical".

Busquei algumas infos legal na net:

Iron Maiden é uma banda de heavy metal, uma das principais bandas do NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), formada em Londres, Inglaterra, em 1975, pelo baixista Steve Harris. Eles são uma das mais famosas, sucedidas e influentes bandas no gênero do heavy metal, tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns por todo o mundo e ganhou o Ivor Novello Award em 2000.

O álbum de estréia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982 com o mundialmente famoso The Number of the Beast, que é reconhecido como um dos clássicos do heavy metal. Esse álbum estorou em todo o mundo e trouxe diversas músicas marcantes para a carreira do Maiden como The Number of the Beast e Run to the Hills. Pela primeira vez a banda foi em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos, Japão e Austrália. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Mas na verdade toda essa polêmica veio por causa da música The Number of the Beast, que é na verdade uma música anti-satânica sobre um sonho ruim tido pelo Steve Harris. A banda sofreu um pouco com esses rumores e foi obrigada a colocar na frente dos discos um aviso de "letras explícitas".

Todos esses álbuns continham riffs extremamente bem feitos, diversas mudanças de estilo na música, com um casamento único entre letra e instrumental. O Iron Maiden quase nunca canta sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda, diferentes das outras bandas de heavy metal, são baseadas na literatura inglesa e em fatos históricos. Muitos consideram as músicas da banda como "metal inteligente", é uma banda totalmente intelectual.

Em 1988 a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, [Seventh Son of a Seventh Son]. Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que era possuída pelos poderes de um vidência. O disco foi baseado no livro The Seventh Son de Orson Scott Card.
Gostem ou não..... UP THE IRONS!

Thursday, March 02, 2006

.....e viva o carnaval....

É impressionante como a cada ano que se passa o espírito de carnaval se renova. Mas esse ano foi diferente. A presença mais que ilustre da minha amada namorada Joana - que puxou o bonde nos blocos. Desconfiado antes do Carnaval, fiquei um pouco. Achei que os bumbos e caixas da bateria sariam esquisitos. O calor e a multidão seriam renegados logo de início. Mas graças aos anjos do carnaval tudo saiu perfeito.
Cordão do Bola Preta
- Chegamos à Cinelândia por volta das 10:00 da manhã. Logo ficamos por ali mesmo, não dava para seguir. De cerveja em cerveja as figuras viam aparecendo. De repente estávamos no meio da bagunça, defumados pelos churrasquinhos e brincando com as Drags que enfeitavam o primeiro dia de carnaval. Por volta de 12:00 seguimos para Santa Tereza onde íamos pegar o início do Céu da Terra, mas ficamos na casa do Sr. Coccarelli curtindo um churrasquinho. Depois de uma longa aventura de bike - chegamos ao aniversário do meu pai - e tranquilos terminamos o primeiro dia de carnaval com o meu pé torcido e dois tombos de bicicleta.
Capote
- O segundo dia foi o mais tranquilo. Fomos ao Museu CCBB seguido do filme Capote. Passados pela sabatina do péssimo Simpatia é Quase Amor....andamos de Ipanema até o Leme.
Cordão do Boitatá
- Cordão do Boitatá. É algo que as imagens fotográficas e as vagas lembranças não conseguem cristalizar o que é este sobrenatural bloco. É algo que acontece apenas numa manhã do ano e graças a Deus estivemos lá. Bom...Fredie Mercury esteve presente de corpo e alma...ainda fomos em outro bloquinho, mas depois do melhor é difícil ir em outro.
Banda de Ipanema
- No dia seguinte depois da praia, passamos na decepcionante Banda de Ipanema.
Joana: A Deusa de Avalon
- Quarta-feira foi tranquila, de sol - bolinhos de bacalhau e Uma Linda Mulher ao meu lado.
E viva o Carnaval....

Monday, February 20, 2006

BAD RELIGION




CIDADE DO VATICANO, 20 fev (AFP) - O Vaticano lançou nesta segunda-feira uma ofensiva contra a cultura gay no mundo e organizou conferências com teólogos e psicanalistas com a finalidade de frear a legalização, em vários países, do casamento entre homossexuais e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.As palestras sobre o tema da homossexualidade serão concedidas por especialistas, entre eles o religioso e psicanalista francês Tony Anatrella, assessor do Vaticano na redação da "instrução" para excluir os homossexuais do sacerdócio.
Organizadas na Universidade Lateranense de Roma pelo Instituto João Paulo II para a Família, as conferências têm como primeiro objetivo a análise dos "riscos de se negar a diferença sexual", segundo sustentou o folheto informativo.Entre os conferencistas estão o jurista americano David Crawford, o teólogo espanhol Juan José Pérez-Soba e o teólogo moralista José Noriega.A iniciativa incomum confirma a preocupação da Igreja Católica com a crescente tendência no mundo ocidental para conferir legalidade aos casais homossexuais, inclusive por parte de partidos políticos considerados católicos.
A hierarquia da Igreja rejeita toda possibilidade de "equiparar" o casal heterossexual com o casal homossexual e considera a homossexualidade um "pecado grave", imoral e contrário à lei natural.O Papa Bento XVI qualificou de "grave erro" a introdução de leis que regulamentem a união entre homossexuais, inclusive os chamados Pactos Civis de Solidariedade (PACS).Cinco países - Grã-Bretanha, Espanha, Bélgica, Holanda e Canadá - autorizam o casamento entre homossexuais, enquanto a França reconhece direitos e deveres às uniões livres, entre elas as homossexuais, através de um pacto civil."O Vaticano é a maior organização do mundo que se opõe à paridade dos direitos.
É uma organização rigorosamente masculina, influente, cheia de dinheiro, que se fundamenta na repressão da própria sexualidade e na renúncia da família", denunciou Sergio Lo Giudice, presidente da associação italiana de defesa dos homossexuais, Arcigay, após o início das conferências.A possibilidade de que um dos países mais católicos da Europa, como a Itália, introduza leis que reconheçam os casais "gays" forçou o Vaticano a lançar a ofensiva a poucos meses de eleições consideradas decisivas.O líder da oposição de esquerda, o católico Romano Prodi, se comprometeu em seu programa de governo a reconhecer os direitos dos casais não casados, inclusive os dos homossexuais, se ganhar as eleições legislativas dos próximos 9 e 10 de abril.
A Igreja, que oficialmente pede que os homossexuais não sejam discriminados como indivíduos, condena o movimento gay porque considera que danifica a concepção de família."O movimento gay é uma formação cultural poderosa e permissiva, com muita influência entre intelectuais e executivos, e acho que busca compensar os sentimentos de culpa que sofre com a reivindicação jurídica e cultural do casal homossexual", declarou o monsenhor Livio Melina, presidente do Instituto João Paulo II.
uhhhhhh uhhhhhh uhhhhhhh

Thursday, February 16, 2006

Ser ou não ser


Qual o melhor método para mudanças sociais?

- Na política?
- Na econômia?
- Na educação?
- Nos movimentos sociais?
- Nos meios culturais? ou contracultura?
- Nas empresas/executivos?
- Na mídia?
- No indivíduo?
- Na internet?
- Na pregação?
- No fundamentalismo/radicalismo?
- Na bala? Bombas?

Não vejo que exista uma maneira, e sim milhões. Mas vejo um paradoxo impressionante, não existe unanimidade sobre as idéias. Todas são válidas e também questionáveis, seus métodos, seus pontos de vistas e principalmente a perpecpção de realidades são diferentes. Fazendo um verdadeiro tiroteio desnorteado.
Como já escrito nesse blog, é clara a absorsão da opinião da massa à críticas sociais, só realmente expostas quando acontece um ato terrorista. A questão é, um ato terrorista no WTC mudou a forma capitalista do mundo de ser ? Não existe na história uma ação mais fervorosa contra o mundo capitalista, isso realmente mudou o comportamento? Será que vamos precisar de mais 50 atentados aos simbolos do poder para que haja mudanças?
Eu tenho uma inclinação muito próxima do budismo nesse sentido. A cada dia venho valorizando e mais seu método. Dalai Lama percorre o mundo não para dizer para ser contra o Citibank, ou para não usar o tênis da Nike. Ele e outros percorrem dizendo para olharmos para dentro de nós mesmos, de tentar pelos menos a busca nossa essência e assim estaremos, naturalmente, elevando nosso modo de viver e amar - por consequencia melhorando as relações e o mundo. A sua atitude propaga. O mais paraxodo é que não existe nada mais individualista que isso.
Mudando de sub-tema, outro dia escutei dizer sobre os comportamentos iguais: "imagina se fossemos iguais, que saco seria! a grande conquista é, pelos menos você ter escolhas e ser você mesmo de acordo com a realidade, sendo todos diferentes entre si" - " para que exista o equilíbrio terá que existir o desequilíbrio" - " para existir um padrão melhor tem que existir um padão corrente" - logo quando esse padrão for mudado, se tornará padrão, e novos padrões serão questionados. É o papel de ser oposição, não importa qual lado você está. Nunca vai acabar? Seria legítimo aceitar o mundo como desequilíbio um forma natural de ser? Eu discordo - a natureza é o sistema mais esquilibrado que nos mostra diáriamente seu exemplo - Existe equilíbrio para não existir o desequilíbrio - a forma errada é logo erradicada da natureza. Mas veja como é cruel, se você não adapta ao sistema você morre.
Tivemos aquino Brasil a luta contra a ditadura - contra a censura. Conquistada a liberdade de expressão, esses mesmos hoje lutam pelo controle da mídia. Vejam como é situação.
Apenas para levantar polêmica:
Essa "liberdade" ou "falsa liberdade" pela qual lutamos a favor e somos contra ao mesmo tempo, nos coloca em situação de vítimas e agentes, será por isso que os diversos movimentos de mudanças não causam o efeito prático? Extamente pode fazer aquilo que criticamos? Ou ofeito prático é concebido mas não sentido? Será que o problema é na educação? E as crianças que estão sendo ensinadas a se comportar, criando hábitos e formando personalidades nesse mundo?
E o que o pescador das ilhas Fidji acha de tudo isso?
Conclusão?
Acredito que o sistema está em colápso - Alguma coisa vai acontecer a qualquer momento - seja qual for o resultado, será válido.

Friday, February 10, 2006

Diz a Wikipédia....

Como conseqüência das tecnologias de comunicação aparecidas no século XX, e das circunstâncias geopolíticas configuradas na mesma época, a cultura de massa desenvolveu-se a ponto de ofuscar os outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. Antes de haver cinema, rádio e TV, falava-se em cultura popular, em oposição à cultura erudita das classes aristocráticas; em cultura nacional, componente da identidade de um povo; em cultura clássica, conjunto historicamente definido de valores estéticos e morais; e num número tal de culturas que, juntas e interagindo, formavam identidades diferenciadas das populações.

A chegada da cultura de massa, porém, acaba submetendo as demais “culturas” a um projeto comum e homogêneo — ou pelo menos pretende essa submissão. Por ser produto de uma indústria de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura elaborada pelos vários veículos então surgentes esteve sempre ligada intrinsecamente ao poder econômico do capital industrial e financeiro. A massificação cultural, para melhor servir esse capital, requereu a repressão às demais formas de cultura — de forma que os valores apreciados passassem a ser apenas os compartilhados pela massa.

A cultura popular, produzida fora de contextos institucionalizados ou mercantis, teve de ser um dos objetos dessa repressão imperiosa. Justamente por ser anterior, o popular era também alternativo à cultura de massa, que por sua vez pressupunha — originalmente — ser hegemônica como condição essencial de existência.

O que a indústria cultural percebeu mais tarde (e Adorno constatou, pessimista), é que ela possuía a capacidade de absorver em si os antagonismos e propostas críticas, em vez de combatê-lo. Desta forma, sim, a cultura de massa alcançaria a hegemonia: elevando ao seu próprio nível de difusão e exaustão qualquer manifestação cultural, e assim tornando-a efemêra e desvalorizada.

A “censura”, que antes era externa ao processo de produção dos bens culturais, passa agora a estar no berço dessa produção. A cultura popular, em vez de ser recriminada por ser “de mau gosto” ou “de baixa qualidade” , é hoje deixada de lado quando usado o argumento mercadológico do “isto não vende mais” — depois de ser repetida até exaurir-se de qualquer significado ideológico ou político.

Thursday, February 09, 2006

Casuarina


Não foi surpresa.....até porque já sabia da gravação deste CD há mais 2 anos. Mas e daí? O grupo de samba Casuarina acaba de lançar pela Biscoito Fino o seu primeiro CD. Muito bom!!!

Casuarina do meu grandíssimo amigo e conpanheiro de samba - Rafael Freire, acompanhei até onde eu pude. O ritmo do Casu...foi bem mais rápido que o meu...mas curti bastante seus showzinhos. Inlcusive, fui no primeiro no Ballroom que excelente!!!

Samba de quem entende do assunto, de quem está por dentro, de quem está na batalha há mais 5 anos tocando em média 2 vezes por semana na cena de samba carioca - vide Lapa e afins. Tudo tem resultado, quando existe dedicação e carinho pelo o que faz, principalmente amor. Os caras tem amor pelo samba e pela música brasileira - resultado: conseguiram entrar no hall da maior e melhor gravadora de música brasileira.

Aproveitaram as portas que estavam abertas, João é filho do Lenine, o Rafa trabalha na Biscoito Fino, o Pedro Seiler é o produtor e camarada...mas tudo teve que ser aprovado pela cunho Hime e Almeida Braga. Fizeram o dever de casa com muita qualidade e talento; mereceram.

Vida longa ao Cuasurina, vida longa ao samba e vida longa a qualidade da música brasileira.

Friday, February 03, 2006

Continuarei pensando....


É natural que nós, vítimas e agentes do mundo cosmopolita, sintamos os reflexos da uma sociedade cujos termos já extrapolam os nossos sentidos; conservador, moderno, pós-moderno ou até o mais novo do vocabulário hiper-moderno. Não sei até que ponto nós somos tudo num personagem só. Por isso todo momento tento me observar para me compreender e assim poder questionar mais um pouco o que acontece de fato, nos atos, nas minhas atitudes, na minha crítica e como me posicionarei nessa loucura que vivemos.

"Chegamos ao ponto em que a comercialização dos modos de vida não encontra mais resistências estruturais, culturais ou ideológicas, e onde as esferas da vida social e individual são reorganizadas em função da lógica do consumo”Lipovetsky

Mas o que somos nós diante esse cenário?
Penso que somos frutos de uma linha de raciocínio que para mim tem seu ponto de partida marcante no Renascimento. Quando o ser humano passou a ser humanista, e nos colocou no centro do universo, e nossa relação com o místico, com o cosmos e com Deus, perdeu completamente o sentido e passou a ser somente folclórico, pelo menos no Ocidente.

O segundo grande marco foi o Ilumismo.

Movimento cultural que se desenvolveu na Inglaterra, Holanda e França, nos séculos XVII e XVIII. Nessa época, o desenvolvimento intelectual, que vinha ocorrendo desde o Renascimento, deu origem a idéias de liberdade política e econômica, defendidas pela burguesia. Os filósofos e economistas que difundiam essas idéias julgavam-se propagadores da luz e do conhecimento, sendo, por isso, chamados de iluministas.

Dentre suas principais características do Iluminismo estavam a valorização da razão, considerada o mais importante instrumento para se alcançar qualquer tipo de conhecimento; do questionamento, da investigação e da experiência como forma de conhecimento tanto da natureza quanto da sociedade, política ou economia; crença nos direitos naturais, que todos os indivíduos possuem em relação à vida, à liberdade, à posse de bens materiais.

Bom, daí para frente entramos de sola na era moderna. As revoluções indústriais, as guerras, o consumo como parte da sociedade, a criação des necessidades. O terceiro grande marco e principalmente o pisicológico moderno:

O fim das ideologias, o surgimento de uma nova cultura hedonista, o destino da comunicação e do consumo de massa, o psicologismo, o culto do corpo. Todas essas realidades mostram que há um novo capitalismo e também um novo tempo da vida democrática.

Foi para marcar essa mudança que empregou se o conceito de pós-moderno, assinalando, assim, uma bifurcação. Na era moderna tudo girava em torno de grandes perspectivas históricas: a revolução, a luta de classes, os nacionalismos. Toda a modernidade desde o século 18 construiu-se em nome do futuro, em nome do novo. A nova sociedade que se implantou durante as décadas de 50, 60 e 70 estava mais centrada no presente com o fim das grandes crenças políticas.

O prefixo pós tem muito mais o sentido de exorcizar o velho (a modernidade) do que de articular o novo (o pós-moderno).

Identidade Hiper-moderna

Lipovetsky analisa os efeitos da passagem da modernidade para a pós-modernidade, cuja transição teria se dado entre os anos 60/70, partindo do ponto capital característico da sociedade pós-disciplinar: a autonomia do indivíduo pós-moderno em ruptura com o mundo da tradição e suas estruturas de normalização.

Eu acredito que foi um pouco antes, não saberia datar, mas o surgimento do Rock n´roll nos anos 50 já é um sintoma.

Jamais uma sociedade favoreceu uma autonomia e uma liberdade individuais tão amplas em seu exercício, jamais seu destino se encontrou tão estreitamente ligado aos comportamentos daqueles que a compõem”. Sébastien Charles

Entretanto, essa liberação não engendrou o desaparecimento dos mecanismos de controle; estes foram adaptados de tal modo a se apresentarem de forma menos diretiva e impositiva ao indivíduo. Ao invés da disciplina, entendida como um conjunto de técnicas e de regras particulares cuja finalidade básica era a de submeter os indivíduos a uma padronização de suas condutas, a era pós-moderna opera segundo o processo de personalização, uma nova modalidade de organização da sociedade e do gerenciamento dos comportamentos.

“não mais pela tirania dos detalhes, mas com o mínimo constrangimento e a máxima possibilidade de escolhas privadas possíveis, com o mínimo de austeridade e o máximo de desejo possível, com o mínimo de coerção e o máximo de compreensão possível”. Lipovetsky

Esse termo hiper-modeno comprrende um pouco do que estamos passando:

Após a transição cultural proporcionada pela pós-modernidade, entra em cena a hipermodernidade, a é sociedade marcada pelo signo do excesso, pela cultura da urgência e do excesso, pela hiperfuncionalidade, pelo movimento, pela fluidez e pelo declínio das tradicionais estruturas de sentido, onde os grandes sistemas de representação de mundo são tomados como objeto de consumo efêmeros e engendrados num processo de permanente reciclagem do passado.

Tento me olhar nesse cenário, cujo critico e elogio. Olhamos nas festas “modernas” a democracia do visual, gosto e elogio fazendo o contraponto ao careta. Mas lá no fundo....a essência do ser humano parece ser a mesma.

Hiperconsumo, sustentado por uma lógica hedonista e emotiva que produz em cada sujeito o desejo de consumo, muito mais em função do prazer que este pode lhe proporcionar do que propriamente como meio de avaliação e de comparação com os demais indivíduos. O hiperconsumo emocional dita a especificidade das relações que estabelecemos com nossos afetos, com os objetos, com os outros, com a vida. O império do princípio do hiperconsumo se evidencia na busca de emoções e de prazer, no cálculo utilitarista das relações sociais e de trabalho, na superficialidade e frivolidade da expressão dos afetos.
A nossa identidade, faz parte de milhares de seres humanos desde o Reanscimento que moldaram uma linha de viver em relação ao mistério da vida até os dias de hoje, e como nós, seres de raciocício, nos relacionamos que tais realidade.

É claro que não vou chegar a nenhuma conclusão...... o continuarei pensando.....